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1Os embondeiros da Lagoa Azul
As encostas em redor da Lagoa Azul são o melhor sítio da ilha para ver embondeiros, que só prosperam nesta seca costa norte. Sem folhas e prateados na gravana, verdes depois das chuvas, emolduram a baía a partir do caminho que sobe até ao farol.
ℹ️ Gratuito. Uma caminhada de 10–15 minutos até ao farol, pela vista. Pouca sombra — leve água.
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2Lagoa Azul
Uma enseada abrigada onde uma plataforma de areia clara e rocha dá à água um turquesa vivo. Há pouca praia, mas nadar e fazer snorkeling a partir das rochas está entre o melhor que São Tomé oferece, com peixes de recife perto da margem.
ℹ️ Gratuita; sem infraestruturas além de vendedores ocasionais de bebidas. Os sapatos de água dão jeito. Conte com 1–2 horas.
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3Praia dos Tamarindos
Uma longa curva de areia dourada orlada de tamarindeiros, que lhe dão o nome, e uma das preferidas para piqueniques de fim de semana e futebol de praia. Durante a semana, talvez a partilhe com meia dúzia de pescadores.
ℹ️ Gratuita. Chega-se por um curto caminho de terra a partir da estrada costeira; mais sossegada de segunda a sexta.
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4Roça Agostinho Neto
Fundada na década de 1860 com o nome de Rio do Ouro, foi uma das maiores roças da colónia e, depois da independência, foi rebatizada com o nome do primeiro presidente de Angola. Uma alameda de palmeiras sobe, ao longo das sanzalas dos trabalhadores, até ao vasto antigo hospital, que lembra uma catedral. Centenas de pessoas ainda aqui vivem; é tanto uma aldeia como um monumento, e uma lição crua sobre a forma como o sistema das roças organizava todos os aspetos da vida dos seus trabalhadores.
ℹ️ Passeia-se gratuitamente; um guia local (espera-se gorjeta) acrescenta muitíssimo. 45–60 minutos.
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5Neves
A principal localidade do noroeste não é bonita — tem o depósito de combustíveis e a fábrica de cerveja da ilha —, mas a sua frente de mar, de casas de madeira pintadas e canoas, está cheia de vida, e os seus restaurantes simples são conhecidos em todo o país pela <em>santola</em>, um grande caranguejo-aranha.
ℹ️ As paragens para almoço combinam-se melhor de antemão através do motorista. Conte com 1–1½ horas, com refeição.
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6Morro Peixe
Uma comunidade piscatória entre hortas luxuriantes, atrás de uma praia onde as tartarugas marinhas desovam. Um projeto comunitário de conservação patrulha o areal na época e leva pequenos grupos, à noite, a ver as fêmeas a pôr os ovos e, mais tarde, a libertação das crias.
ℹ️ Época das tartarugas mais ou menos de novembro a março, com crias até abril. Só em visitas guiadas, pagas em dinheiro.
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7A estrada costeira
A oeste da Lagoa Azul, a estrada é em si mesma uma atração, espremida entre colinas arborizadas e margens de lava negra. Para lá de Neves atravessa um curto túnel na rocha e chega a Anambó, onde um marco de pedra assinala o primeiro desembarque português, antes de terminar em Santa Catarina.
ℹ️ Cerca de 45 minutos de carro de Neves a Santa Catarina. O piso varia — informe-se sobre o estado da estrada.
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8O tratamento do cacau nas aldeias
Em pequenas comunidades como Generosa, os pequenos agricultores fermentam as sementes de cacau em caixas de madeira e depois espalham-nas em tabuleiros e esteiras para secarem ao sol, antes de as venderem às cooperativas. É o sucessor moderno, e de pequena escala, da economia das roças.
ℹ️ Vê-se de passagem, sobretudo nos principais meses de colheita. Peça autorização antes de fotografar.
Mais paragens
- Fernão Dias: um memorial à beira-mar recorda as vítimas do massacre de Batepá, de 1953, muitas das quais aqui estiveram detidas e foram mortas.
- Praia das Conchas: uma praia sossegada de areia e conchas entre Guadalupe e a Lagoa Azul.
- Diogo Vaz: uma roça de cacau em atividade na costa noroeste, cujo chocolate se vende na capital; as visitas podem ser possíveis mediante marcação.
