Entrada e vistos
São Tomé e Príncipe tem permitido a entrada sem visto para estadias até 15 dias a cidadãos de muitos países, incluindo os Estados Schengen, o Reino Unido, os EUA e o Canadá. Estadias mais longas e outras nacionalidades precisam de visto, que pode ser pedido online com antecedência.
O passaporte deve ter uma validade mínima de seis meses. Podem pedir-lhe um bilhete de regresso e um comprovativo de alojamento. As regras de entrada são revistas de tempos a tempos — consulte o portal oficial de e-visa ou a embaixada de São Tomé e Príncipe mais próxima antes de viajar.
Dinheiro
A moeda é a dobra (STN), indexada ao euro à taxa de 24,5 dobras por um euro. Os euros são amplamente aceites diretamente por hotéis, guias e motoristas.
Esta é uma economia de dinheiro vivo. Só meia dúzia dos melhores hotéis aceita cartões, e há muito que os visitantes relatam que as caixas multibanco locais não aceitam cartões estrangeiros, ou o fazem de forma pouco fiável. O mais seguro é levar euros em dinheiro suficientes para toda a viagem — em notas limpas, incluindo notas pequenas — e trocar uma parte num banco ou no hotel. As dobras dificilmente se trocam no estrangeiro, por isso não troque mais do que precisa.
Quanto custam as coisas
A comida local, os táxis coletivos e as casas de hóspedes são baratos. O que faz subir os orçamentos são os produtos importados, o transporte privado e os lodges de gama alta, sobretudo no Príncipe. Um carro com motorista por um dia, o voo entre ilhas e as caminhadas guiadas são os principais extras a prever; peça os preços atuais quando reservar.
Saúde
- Febre amarela: é exigido um certificado de vacinação se chegar de um país com risco de febre amarela, ou se tiver feito escala num — o que inclui várias das portas de entrada africanas. Leve o certificado consigo.
- Malária: as ilhas reduziram drasticamente a malária, mas esta não foi eliminada. Informe-se sobre a profilaxia numa consulta do viajante e use repelente e rede mosquiteira.
- Água e alimentos: beba água engarrafada ou tratada. Peixe acabado de cozinhar e fruta descascada por si são apostas seguras.
- Cuidados médicos: os serviços são básicos, em especial no Príncipe. Leve toda a medicação de que precisa e faça um seguro que cubra a evacuação médica.
Segurança
O país é pacífico e os visitantes sentem-se, em geral, muito seguros. Tenha os cuidados habituais com os objetos de valor na capital e nas praias. Os verdadeiros perigos são naturais: correntes fortes em praias expostas, trilhos de floresta escorregadios, cocos que caem e longas viagens por estradas em mau estado. No Parque Nacional Obô, caminhe com um guia.
Língua e pessoas
O português é a língua oficial. A maioria dos são-tomenses fala também um crioulo — o forro em São Tomé, o angolar no sudeste e o lung’ie no Príncipe. Há quem compreenda francês, graças aos vizinhos francófonos, e o inglês limita-se a quem trabalha no turismo. Umas quantas palavras de português fazem toda a diferença.
A expressão que mais vai ouvir é leve-leve — à letra, “ao de leve, ao de leve”. É um cumprimento, uma filosofia e um aviso de que nada será feito à pressa. Peça autorização antes de fotografar pessoas, sobretudo nas comunidades das roças, que são as casas de quem lá vive.
Comida e bebida
A cozinha assenta no mar e na horta da floresta: peixe grelhado com banana frita e fruta-pão, polvo, o grande caranguejo santola do noroeste e o calulu, um guisado de cozedura lenta de peixe fumado ou galinha, com folhas verdes e óleo de palma. A fruta é soberba — jaca, papaia, manga, safu.
O café de Monte Café e o chocolate de uma só roça são as lembranças clássicas. A cerveja local e o vinho de palma fresco são as bebidas do dia a dia.
Natureza e vida selvagem
O longo isolamento fez das ilhas um foco de endemismo: cerca de 28 espécies de aves não existem em mais lado nenhum, a par de begónias gigantes, rãs endémicas e centenas de plantas. Os observadores de aves vêm pela íbis-anã de São Tomé, pelo beija-flor-gigante e pelo tordo do Príncipe.
As tartarugas marinhas desovam em praias das duas ilhas de novembro a março, aproximadamente, as baleias-de-bossa passam mais ou menos de julho a outubro e há mergulho e snorkeling sobre recifes vulcânicos durante todo o ano. Veja o calendário em quando ir.
Comunicações e eletricidade
Na capital vendem-se cartões SIM locais com dados; a cobertura é razoável em redor das localidades e fraca no sul e na floresta. O wi-fi dos hotéis é muitas vezes lento. A eletricidade é de 220 V, com fichas de dois pinos de tipo europeu, e há cortes de energia — leve uma lanterna e uma bateria externa.
O que levar
- Euros em dinheiro, uma cópia do passaporte e o certificado de febre amarela
- Roupa leve e de secagem rápida e um impermeável, em qualquer estação
- Calçado de caminhada com boa aderência para trilhos enlameados; sandálias para a praia
- Repelente de insetos, proteção solar e um estojo básico de primeiros socorros
- Máscara e tubo de snorkeling, um saco estanque para os passeios de barco, uma lanterna
Viajar de forma responsável
As receitas do turismo são importantes aqui e chegam a pouca gente. Contrate guias locais, coma em restaurantes comunitários, pague as pequenas taxas pedidas nas roças e nos projetos de tartarugas e nunca compre produtos de carapaça de tartaruga. Mantenha a distância das tartarugas em desova e siga as instruções dos vigilantes.
Perguntas frequentes
Qual é o fuso horário?
UTC/GMT todo o ano — a mesma hora de Lisboa no inverno e menos uma hora no verão.
É adequado para famílias?
Sim, para famílias que se sintam à vontade com infraestruturas simples. As crianças são bem recebidas em todo o lado, mas as distâncias, o calor e os cuidados médicos limitados fazem com que seja mais indicado para crianças mais crescidas.
É acessível a viajantes com mobilidade reduzida?
Só em parte. Os hotéis maiores têm quartos sem degraus, mas os passeios são irregulares, a maioria dos locais a visitar implica terreno acidentado e o embarque nos barcos faz-se a partir da praia. Fale com o hotel sobre as suas necessidades com antecedência.
Posso beber água da torneira?
Não — fique-se pela água engarrafada ou tratada.

